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terça-feira, 10 de abril de 2012

As águas do rio Amazonas ameaçam moradores de Macapá

Ontem, dia 09 de abril, à tarde, houve uma forte ventania em Macapá, intensificando a maré alta do rio Amazonas, que invadiu a frente da cidade, destruindo parte da estrutura do lindo trapiche (que vc vê no início deste blog), quebrando o muro de contenção das águas, destruindo casas no bairro do Aturiá, pondo em risco a vida de pessoas que teimam em permanecer por lá, pois, para hoje (madrugada), segundo site que consultei, há previsão de chuvas que, unidas à maré alta, podem causar inundação. A estátua que 'vigia' a entrada da cidade no rio ficou com águas até próximo ao peito, indício de que as águas ultrapassaram seus limites. Como no resto do Brasil, não há monitoramento nem preparação para sinal de alerta. A população está à mercê da sorte (ou das misericórdias de Deus, para os cristãos). As informações orientam a evitar pânico, pois isso seria resultado da lua cheia, que iniciou na sexta passada. Fato é, porém, que a lua cheia ocorre todo mês e por que só agora ela é a responsável? Segundo pessoas (que vivem a mais de 50 anos em Macapá) ouvidas por Alcinéa Cavalcante (http://www.alcinea.com/), isso nunca ocorreu antes, pelo menos desse modo. Cientistas e místicos já avisaram de possibilidades de tragédias nas orlas de cidades litorâneas para 2012 e anos seguintes por conta de movimentos dos astros, explosões solares mais intensas, realinhamento de planetas etc.etc. Enfim, que Deus nos acuda e poupe Macapá. A seguir, algumas fotos que capturei na internet (blog do meu ex-colega de graduação Lázaro Ramos [jornalista]) sobre o início do fenômeno. NÃO HAVIA CHUVA, APENAS VENTO COM MARÉ ALTA.

As fotos a seguir são do blog da Alcinéa Cavalcante, descrito acima.






















Todas as fotos abaixo são do repórter Edir Prado (estão no blog do Lázaro Ramos)













sábado, 7 de abril de 2012

Nasceu hoje meu primeiro sobrinho neto

Caros visitantes, 'para nossa alegria', posto aqui (sem permissão dos pais, confesso) a foto de meu primeiro sobrinho neto, nascido hoje pela manhã, às 10h25. Titia está longe mas toda boba pelas boas novas. Quem resiste a uma fofura dessas?



Mais uma (se for crime postar a foto de BBs me avisem!)

sábado, 3 de março de 2012

Good-bye forever




hoje foi o último dia
que o vi
ele partiu sem remorsos
e sem refletir sobre sua passagem curta
pela vida
minha

banhou-se em jasmim
vestiu-se carmim
e, feito um site cobiçado,
expirou no fim de tarde
como um nevoeiro matutino
a apagar ao sol

recolheu as tralhas
debruçou-se sobre si mesmo
e se foi
abraçando a eternidade
sem levar nenhuma saudade
minha


by Janete Santos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

L'INDISCUTABLE TALENT D ES ÉCRIVAINES BRÉSILIENNES - Lançamento em Paris

Abaixo, informações sobre o lançamento da Antologia Rebra "O indiscut[ivel talento das escritoras brasileras", lançada na bienal de São Paulo em 2011, e agora no Salão do Livro em Paris. Participo dela com três poemas curtos e um conto "A moça e o machismos tocantinenses". Já está em andamento a tradução, dessa mesma obra, para o alemão, a ser lançada em 2013 na Alemanha. Vejam antes uma foto do lançamento em São Paulo, publicada, junto com uma nota, na matéria da revista Caras:



A REBRA-REDE DE ESCRITORAS BRASILEIRAS
TEM O ORGULHO DE CONVIDAR PARA O LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA
"L’INDISCUTABLE TALENT DES ÉCRIVAINES BRÉSILIENNES"

LANÇAMENTO DIA 16/03/2012
DAS 17 ÀS 19 HORAS
SALÓN DU LIVRE DE PARIS
STAND U 41- YVELINÉDITION
PORTE DE VERSAILLES
BOULEVARD VICTOR, PARIS 15ÈME
PARIS - FRANÇA


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

20 anos de colação de grau da Turma de Letras iniciada em 1987/UFPA/UNIFAP


Acima, Marcelo Gurjão e esposa. Abaixo, outras colegas queridas, a irmã do Sérgio, meu colega de grupo de estudo, e a graça Pennafort:



                                                                                                                            
É com muito prazer que registro aqui os 20 anos de colação de grau de minha turma 314 de Licenciatura Plena em Letras, iniciada no começo de 1987, cuja formatura se deu em 24 de janeiro de 1992 (ontem fez duas décadas). Fazímaos parte do NEM, uma extensão do campus universitário da UFPA em Macapá, até a criação da UNIFAP, fundada em 25 de março de 1990 e  efetivada com os primeiros cursos em 1991. Infelizmente não tenho aqui a lista completa do nome de todos os meus saudosos colegas, mas posso citar com orgulho alguns deles (e, em especial, o de meus colegas de grupo de estudo...saudades!):







Sérgio Guilherme (colega de grupo de estudo)
Wanderlim Gibson (colega de grupo de estudo)
Marcelo Gurjão (colega de grupo de estudo, escritor amapaense)
Benedito Andrade (colega de grupo de estudo)
Reginaldo Furtado (colega de grupo de estudo, professor de francês na DM)
Ângela Araújo (colega de grupo de estudo)
Luiz Carlos (o amiguinho)
Leandro Barbosa (cantor)
Caio Duarte (cantor)
José Maria
Aristides
Marilene Campos (foi a aprovada em 1o. lugar no vestibular dessa turma)
Ivanete Santos
Rosilene Pelaes (hoje professora da Unifap)
Rosângela
Graça Penafort (jornalista)
João Lázaro (radialista)
Anne (professora na escola de língua e cultura francesa Daniele Miterrand)
Alice Guedes
J Barreto (cursa tb Jornalismo hoje na Unifap)
José Ribamar (da equipeCão... não lembro o nome de outras equipes)
Joaquim (hoje é maestro em Brasília)
Nívea Negrão
Delson Camarão
Edvalda Silva
Sandra Collares
T J Botelho
Stelio

entre outros...




Outra singela recordação



Essa foi parte de minha turma de graduação inicial mas, por motivos pessoais, parei o curso no final de 1991, retornando somente em 95 para concluí-lo, colando grau no gabinete em 1996, tendo feito parte, assim, também da turma (iniciada em 1991 e formada em 1995) do amigo, escritor e professor, Paulo de Tarso, da professora de francês e de Literatura Brasileira Cláudia Santos, e da escritora e professora Sânzia Brito, outros colegas de graduação, todos também 'fera' (no melhor sentido desta palavra) . Bons tempos aqueles! Boas lembranças ficaram...



E vejam abaixo o inesquecível professor Maneca (Manoel Azevedo) e sua esposa, a Ione, irmã da Ivanete. Estudei com a Ione no IETA (1982-1984), quando fazíamos o curso Pedagógico (curso médio, 2o grau). O Maneca me deu acesso a meu primeiro emprego (como professora), na época (início de 1986) em que ele era Secretário de Educação da Prefeitura de Macapá. Os professores tinham contrato pro labore, e o Maneca, que foi meu professor de Literatura no  IETA (como depois também na faculdade/NEM), me julgou apta para assumir minhas primeiras turmas. Eu tinha 18 anos. Maneca contribuiu bastante com a vida profissional de muitos de nós. Saudades, teacher!



Abaixo, mais foto da farra na Zero Grau, comerando os 19 anos de formatura:



Abaixo, o Leandro Barbosa e outro colega:



Vejam alguns membros da EQUIPECÃO e outros de outra equipe (Reginaldo, Benedito, Stelio, Seu Barreto, Décio e Ribamar):



Fotos enviadas pela Nívea Negrão (grata pela gentileza, Nívea), que aparece sentada na foto mais abaixo ao lado do Reginaldo Furtado (afanaram o Regi...rs), junto com outros participantes. Estão comemorando a transmutação dela, do Regi e do Stelio: estão virando vampiros (reparem nos olhos de fogo deles..rsrsrsrs). Mas o mais perigoso é o Ribamar, está abrindo a boca, sedento de sangue...+rsrsrsrs. Apenas o Benedito, o Décio e a outra colega estão felizes pela expectativa de comer o bolo (eles olham para o bolo, batem palma e pensam: "ô, coisinha tão bonitinha do paaaai, ô coisinha tão bonitinha do pai" ...rsrsrsrs carinhosos!)



A seguir, a Nívea e a Rose (Rosilene):



by Janete Santos

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dona Oswaldina (do Rosário Barbosa): meu reconhecimento


A primeira vez que nos encontramos fora de sua casa e conversamos um pouquinho, estávamos ambas na sala de espera da Rádio Difusora, para uma breve entrevista tematizando o dia da Mulher. Eu falaria do meu primeiro livro como mulher escritora amapaense, e ela sobre sua saga como mulher amapaense batalhadora que não temeu os desafios para vencer as dificuldades. Enquanto eu fazia das tripas coração para controlar meu nervosismo e a insegurança peculiar nessas ocasiões, dona Oswaldina esbanjava destemor e ansiedade para se fazer ouvida por quem estivesse ligado na emissora. Senti até inveja dela. Meus anos de escolaridade não suplantavam sua experiência de vida e sua auto-estima elevada, pois esta senhora sabia que não é qualquer um que tem a fibra que ela teve para dar conta, com dignidade, de tanta responsabilidade em meio à generosa escassez que por certo tempo a vida lhe impôs.

Nascida em dezembro de 1927, filha de português com brasileira, Oswaldina do Rosário Barbosa casou-se cedo e gerou seis meninos e seis meninas. Cedo, também, viu-se criando sozinha seus doze rebentos, hoje todos já estabelecidos na vida. Foi merendeira em escolas da Prefeitura de Macapá antes de se aposentar. Uma de suas características mais notáveis era a sinceridade à flor da pele com quem quer que fosse. Longe de usar rodeios para manifestar suas opiniões, não temia o status do político, comerciante ou servidor público que merecesse alguns dos seus ralhos, quando ligava para a Rádio Difusora a fim de fazer suas legítimas reclamações, denúncias ou mesmo elogios certeiros, quando cabíveis. Assim, ajudou a chamar a atenção para muitas questões periclitantes por que passavam certos bairros de Macapá e muitos idosos que aqui vivem, por exemplo. Isso fez de dona Oswaldina uma figura conhecida (e agora histórica) de nossa cidade, que a perdeu ontem 14/01, sábado pela manhã, aos 84 anos. Seu corpo foi velado na capela atrás do Hospital de Especialidades, a três quarteirões na mesma rua de sua singela e agradável residência, construída com a mesma honestidade dos valorosos trabalhadores brasileiros que são obrigados e suportam viver com seus parcos salários, diferentemente de bandidos do colarinho branco travestidos de políticos, empresários ou servidores públicos que, não bastassem seus altos proventos, lucros ou mordomias, surrupiam as finanças públicas até o último cuí que puderem aproveitar para posar de abastados homens (ou mulheres) do Poder Empresarial, Municipal, Estadual ou Federal.

Evidentemente que ela também recebeu a justa ajuda de seus filhos, tendo tido o privilégio de comparecer à formatura de curso superior de muitos deles. Seu corpo nesse momento está sendo sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no centro de Macapá.

Que descanse em paz o espírito desta brava senhora amapaense! É o desejo de todos os que aprenderam a admirar sua força, coragem e dignidade, apesar do pouco regalo que a vida lhe proporcionou na maior parte das vezes.

by Janete Santos

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Formatura da UNIENVA



Caros visitantes, vejam as fotos acima e, no link abaixo, o vídeo de formatura, no auditório do ITPAC, da primeira turma da Unienva (Universidade do Envelhecimento), um trabalho extremamente relevante para nossos amigos da terceira idade, iniciado em Araguaína pela bravura da Dra. Mara Peixoto, pedagoga do curso de Letras de Araguaína, que conta também com a grande dedicação de sua parceira neste empreendimento, Domingas, assistente social da UFT.

Assistindo ao vídeo, muito me emocionei, pois o fundo musical (com obra de Vangelis) foi o mesmo da formatura de minha irmã, falecida em 2009, cujas saudades são imensas ainda. Ela se formou em Administração.

Os estudantes da Univenva manifestaram, em suas expressões durante a formatura, o quanto o curso na UNIENVA fez grande diferença em suas vidas. A gente fica feliz por ver como ações como essas, encampadas por professores e funcionários comprometidos com o social, contribuem significativamente com as pessoas que nos dão exemplo de valor à vida e ao saber.

http://www.tvaraguainaweb.com.br/